O noivado 

Um noivado bem vivido é sinônimo de um matrimônio coerente e feliz.
 
É justo e conveniente que antes de começar uma vida matrimonial, os futuros esposos tenham tempo abundante para que possam conhecer-se mais profundamente. O noivado é um convite a compreender o que significa o amor responsável e maduro do qual se nutrirão. É um período onde os jovens aspirantes à vida conjugal meditam sobre as questões que incidem sobre a vida familiar.
 
“A Palavra de Deus convida repetidas vezes os noivos a alimentar e robustecer o seu noivado com um amor casto... Os jovens devem ser conveniente e oportunamente instruídos, sobretudo no seio da própria família, acerca da dignidade, missão e exercício do amor conjugal. Deste modo, educados na castidade, poderão, chegada à idade conveniente, entrar no casamento depois dum noivado puro.” (Constituição Pastoral Gaudium et Spes, número 49).
 
A pureza recebida pelo Batismo e elevada ao amor recíproco no período do noivado, deve ser a identidade do casal. “A fim de que o valor da sexualidade alcance a sua plena realização, « é de todo indispensável a educação para a castidade (...) que torna a pessoa capaz de respeitar e promover o significado esponsal do corpo». Esta educação consiste no domínio de si, na capacidade de orientar o instinto sexual ao serviço do amor e de integrá-lo no desenvolvimento da pessoa. Fruto da graça de Deus e da nossa colaboração, a castidade leva a integrar harmonicamente os diferentes componentes da pessoa, e a superar a fraqueza da natureza humana, marcada pelo pecado para que cada um possa seguir a vocação à que Deus o chama.” (Sagrada Congregação para a Educação Católica - Orientações Educativas sobre o amor humano - Linhas gerais para uma educação sexual, numero 18)
 
Este tempo de descoberta é um período de especiais dons sobrenaturais, onde Deus concede muitas graças e ajuda o casal a adquirir uma maturidade que os encaminha ao matrimônio. Infelizmente, para alguns, este período destinado ao amadurecimento humano e cristão, e ao respeito mútuo, pode ser interferido por um uso irresponsável e abusivo da sexualidade, não lhes permitindo chegar assim ao amadurecimento do amor esponsal. 
 
Por outra parte, a vivência de um santo e casto noivado ajuda aos futuros esposos a abrirem-se ao amor recíproco e a viver este período como um tempo de graça, em preparação para o tão sonhado matrimônio. Um noivado bem vivido é sinônimo de um matrimônio coerente e feliz. Pois, uma vez casados, a nova família cristã desempenha uma papel particular e decisivo: o de transmitir aos filhos os valores fundamentais que caracteriza o matrimônio, tais como a fidelidade, a indissolubilidade e a abertura ao dom da vida, coisas que só a experiência de um amor casto pode dar.
 
Papa João Paulo II, querendo distinguir a maturidade dos futuros esposos de uma mera afeição ou sentimento, dizia: “A Igreja deseja propor o caminho de uma evolução gradual nas relações afetivas, que começa no tempo do noivado e que propõe o ideal da castidade; ela recorda que o matrimônio entre um homem e uma mulher, se constrói antes de mais nada sobre um vínculo forte entre as pessoas e sobre um comprometimento definitivo, e não sobre o aspecto meramente afetivos, que não pode constituir a única base da vida conjugal.” (cfr.Discurso do Papa João Paulo II -13 de Fevereiro de 2004). 

Willians Rodrigues

Fonte: cancaonova.com

 

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