09/05/2008
Devoções Marianas

 

 

Origem de algumas devoções Marianas
 
A Ave-Maria e o Santo Rosário
 
Não há uma data precisa sobre a origem do Rosário. Em linhas gerais, remonta já os primeiros séculos da Igreja primitiva e foi tomando forma nos mosteiros católicos até o século 10, quando inciou expansão mais acentuada.

O Rosário de 150 ave-marias, teria originado-se a partir de relatos populares de um monge que costumava rezá-lo desta forma e, o nome "terço" popularizou-se por representar, como o nome diz, a terça parte do total das 150 ave-marias, ou propriamente do Rosário. Vale lembrar que, a segunda parte da Ave-Maria ("Santa Maria, Mãe de Deus"), foi introduzida na oração por ocasião da vitória sobre a  heresia nestoriana, deflagrada no ano de 429. 

Conta-se que no dia de encerramento do Concílio, onde os Padres Conciliares exaltaram as virtudes e as prerrogativas especiais da VIRGEM MARIA, o Santo Padre Celestino ajoelhou-se diante da assembléia e saudou Nossa Senhora, dizendo: "SANTA MARIA, MÃE DE DEUS, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém."  
 
Na continuidade dos anos, esta saudação foi unida àquela que o Arcanjo Gabriel fez a Maria, conforme o Evangelho de Jesus segundo São Lucas 1,26-38 "Ave cheia de graça, o Senhor está contigo!" e também, a outra saudação que Isabel fez a Maria, para auxiliá-la durante os últimos três meses de sua gravidez: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre." (Lucas1, 42)  Estas três saudações deram origem a AVE MARIA. 

A difusão e posterior expansão do Rosário a Igreja atribui à São Domingos de Gusmão (século XII), conhecido como o "Apóstolo do Rosário", cuja devoção propagou aos católicos como arma contra o pecado e contra a heresia albigense , que assolava Toulosse (França). 

O terço que consiste em 50 ave-marias intercaladas por 05 padre-nossos se mantém desde o pontificado do Papa Pio V (1566-1572), que deu a forma definitiva ao terço que conhecemos hoje (O Papa era religioso da Ordem de São Domingos).

Quanto às meditações, ressaltamos, porém, que até o ano de 2002, cada Rosário, que era composto de três terços (150 ave-marias) passou a ser composto de quatro terços (portanto, 200 ave-marias no total). Foi quando o Papa João Paulo II inseriu aos mistérios existentes ( gozosos, dolorosos e gloriosos),  os mistérios "luminosos" que retratam a vida pública de Jesus. 

O Papa João Paulo II,  devotíssimo de Nossa Senhora e talvez um dos maiores Papas marianos da história, inaugurou uma nova era de devoção a Maria, dando especial atenção à forma física e contemplativa do Rosário ao inserir a meditação desta importante fase da vida de Jesus, ou seja, a contemplação dos mistérios luminosos. [1]
 
[1] - http://www.paginaoriente.com/origemdorosario.htm

Saiba qual é a mais antiga oração Mariana

"À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas Em nossas necessidades, Mas livrai-nos sempre de todos os perigos, Ó Virgem gloriosa e bendita!".

A oração "Sub tuum praesidium" (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Encontrada num fragmento de papiro, em 1927, no Egito, remonta ao século III. Tem uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos (“Estamos na provação” e “Livrai-nos de todo perigo) e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus).
 
Este título é o mais importante e belo da Virgem Santíssima. Já no século II era dirigido a Maria e foi objeto de definição conciliar em Éfeso em 431. O texto primitivo do qual derivam as diversas variações litúrgicas (copta, grega, ambrosiana e romana) é o seguinte: “Sob a asa da vossa misericórdia nós nos refugiamos, Theotókos; não recuse os nossos pedidos na necessidade e salva-nos do perigo: somente pura, somente bendita” . [1]

[1] - http://paroquiasaofrancisco.com/Mariologia/OracaoAntiga.htm

Como surgiu a Salve Rainha

A linda oração da Salve Rainha, nasceu pelo ano mil, quando o Monge beneditino Germano, vivia num mosteiro situado na fronteira da Suíça com a Alemanha e, estando doente, com reumatismo, inutilizado fisicamente sofria dores atrozes. Não passava um dia sem que Germano, arrastando-se, fosse duas ou três vezes de seu quarto ao templo rezar demoradamente a Nossa Senhora.
 
Foi junto ao altar da Virgem que, de palavra em palavra, ele compôs a Salve Rainha no decurso de longos anos de sofrimento. Verdadeiro trapo humano tinha os músculos contraídos e os ombros inertes. Ele não chegou a concluí-la. Estava escrevendo estas palavras:..., depois deste desterro, mostrai-nos Jesus...; quando a morte o levou. 

Pelos meados do século XII, na véspera do Natal de 1146, São Bernardo chegou a Spira, cidade imperial da Alemanha, na qualidade de delegado apostólico para pregar a segunda cruzada. Foi recebido com solenidade extraordinária.

Conduziram-no ao som dos sinos e dos hinos sagrados através da cidade até a catedral, onde o imperador e os príncipes esperavam e o acolheram com todas as honras. A multidão era compacta. De todos os lados acudiam as pessoas, ansiosas por ver o santo, para ouvi-lo pregar. O cortejo avançava pela grande porta da Catedral em direção ao coro e entoava a Salve Rainha, oração essa que já era do domínio público no país. 

São Bernardo, ao lado do imperador seguia por entre o povo aglomerado quando os últimos acordes da bela invocação cessaram: “Nobis post hoc exiliun ontende...” Tão arrebatado ficou o grande sacerdote que, num ímpeto de amor, fez três genuflexões, com os olhos fitos na imagem da Virgem Santa, completando a prece do monge Germano, exclamando; Ó Clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Estas palavras foram esculpidas em lâminas de bronze no assoalho da Catedral e, depois, introduzidas na oração da Salve Rainha. [1]

[1] - http://paroquiasaofrancisco.com/Mariologia/ComoNasceuASalveRainha.htm

Pesquisa e formatação: Maria
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OBS: Devemos esclarecer que todo o Céu fica esfusiante com estas devoções antigas, até porque todos são indulgenciadas. Hoje, infelizmente, se busca cantar cada dia um canto novo na Igreja, imaginando que a novidade seja sinônima de valor espíritual superior, quando se dá exatamente o contrário: são os cânticos antigos de Maria, aqueles que mais produzem emoção e melhor tocam o coração da Rainha dos Céus e por conseguinte do próprio Deus.  
 
Louvando Maria > Ave Maristela > Ó Virgem Dolorosa > Pecadores redimidos > Maria Lacrimosa > Stabat Mater > Bendizemos o teu nome > Dá-nos a bênção > Com minha Mãe estarei > Magnificat > Neste dia ó Maria > Neste mês de Alegria > Ó Mãe de Ternura > Ó Maria, concebida > Ó Virgem Pura > Salve Rainha > Sois ó virgem bela > Formosa és lírio branco > Tota pulchra > Tudo darei eu por Maria > Um hino entoemos > Um terno adeus de saudade > Virgem das Dores > Virgem do Rosário > Virgem Maria és meu amor > Aceitai estas florinhas > Quisera ser florinha > Ó vinde vamos todos > Entoemos fiéis entoemos > Bendita te cantem > Da luz do sol vestida... e por aí vai.
 
Temos na realidade centenas de belos cânticos antigos, que cantados com muito amor à Maria, fazem vibrar o céu e estremecem o coração de nosso Deus. Alguém poderia se questionar, ou até negar que uma canção entoada em louvor a Maria, possa estremecer o coração do Pai Eterno, entretanto esta é uma tremenda verdade.
 
E por que isso? Porque Maria é a mais perfeita obra da criação de Deus. Mesmo que Deus quisesse, com todo o seu poder, Ele não conseguiria criar alguém que fosse apenas humana, em nível superior a Maria Santíssima. De fato, a natureza humana deixaria de ser, se fosse além deste limite. Eis que Maria ultrapassa em esplendor a todos os anjos e potestades do Céu reunidos, e soma graças superiores a todos os santos juntos. Imaginem, isso colocado na carne humana!
 
Assim, quando alguém louva os esplendores de Maria, ao mesmo tempo embala o Coração de seu Criador. E que melhor forma de atingir este louvor, senão fazendo uso daqueles cânticos e daquelas orações indulgenciadas, que além de tudo contêm o selo da Igreja?

Fonte: Recados do Aarão

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